sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Obrigado, 2010!!



Olá leitor!

Tenho percebido uma coisa. Por mais que eu procure postar sobre Natal e Ano Novo, sempre acabo postando depois. Às, vezes, dois dias depois. A fim de quebrar essa “tradição”, resolvi hoje escrever sobre a virada do ano.

2010. Sou grato por esse ano. Muitas histórias para contar. Muitas surpresas boas.

Saí de Relações Públicas. Mudei para Jornalismo. Fiz a minha primeira reportagem. Meus textos foram elogiados por um professor, um jornalista e uma escritora. Passei a escrever em mais um blog. Terminei praticamente de digitar os meus contos. Conheci gente nova. Ralei duro nos trabalhos da faculdade. Senti falta de muitas pessoas. Surtei em alguns momentos. Chorei por dores que, mesmo fazendo parte de páginas cada vez mais ultrapassadas, em alguns momentos, sob a força do vento escuro, voltaram a abalar as minhas estruturas. Coloquei um piercing no tragus.

Vi amigos se tornarem mais amigos. Outros amigos, se tornarem meras pessoas. Outros, mera página virada. Ganhei novos amigos. Senti o carinho e o conforto de vários deles quando precisei. Senti a indiferença de quem não esperava. Recebi um ombro de quem menos imaginava. Ajudei e fui ouvido de quem menos esperava. Tive com eles momentos memoráveis, seja na alegria, na tristeza, na doença, e principalmente, nos trabalhos e na loucura.

Voltei a fazer teatro no primeiro semestre. Fiz parte do Grupo Carapuça. Voltei a sentir o prazer de atuar, de ver uma platéia ansiosa para ver um espetáculo, seja no auditório da faculdade, seja no Parque do Ibirapuera.

Sai muito. Bebi muito. Zoei muito. Me diverti ao lado de amigos. Ri muito. Cantei ilariê e a vinheta do Fantástico com amigos e desconhecidos numa esquina do Centro. Tive uma Virada Cultural que ultrapassou os limites do surreal. Vi shows memoráveis como Double You, Ana Carolina e C Jay Ramone. Fui para balada nesse ano em um número que vezes maior do que fui em uma década. Comemorei o meu aniversário em uma delas. Tive meus 15 minutos de fama. Sofri muito por amor em meio às luzes. Surtei de euforia no meio do gelo seco. Fiz metaleiros dançarem Britney Spears, e amantes da cultura japonesa cantarem Chitãozinho & Xororó.

Ano de muito trabalho. Meses de muitos trabalhos. Mudança de grupos. Adaptação com novos grupos. Corrida contra o tempo. Mudança forçada de hábitos. Meses estressantes.

Senti na pele o preço da escolha profissional, não a que eu estudo, mas a que eu me acomodei, e que agora, tento sair antes que ela me engula de vez.

E por fim, não sei mais o que dizer. Estou feliz. Estou grato por tudo que conquistei. Estou renovando as metas daquilo que ainda não consegui. Espero que 2011 seja um ano de muitas conquistas, e que a metamorfose que sinto dentro da minha alma, me conduza a caminhos maduros e desprendidos das amarras que ainda insistem em me carimbar o que não sou.

E por fim, agradeço a todos que fizeram parte da minha vida nesse ano que vai. Obrigado mesmo, por tudo, pois com vocês, de uma forma de outra, eu me tornei uma pessoa muito melhor.

E desejo a vocês, e a você leitor, que 2011 seja um ano de renovações. Que você possa, pelo menos em alguns dias do ano, poder abrir os braços, sentir o coração bater no seu peito, respirar o ar à sua volta, sentir o sangue correr em suas veias, e se fortalecer para continuar correndo atrás dos seus sonhos.

E mais sempre aquele blá blá blá de final de ano: saúde, sucesso, realizações, paz, etc...

Feliz 2011!! Até a próxima!

Danilo Moreira

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FOTO: http://essencialparamulheres.blogspot.com/2010/12/mais-um-ano-se-foi.html

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um pequeno panorama natalino


Olá leitor!

Peço desculpas pela ausência. Quando fico sem postar, mesmo que por falta de tempo, assim como aconteceu nesse período, me bate uma certa angústia, pois, adoro fazer isso aqui.

Hoje, meio atrasado, postarei algumas observações sobre o Natal. Eu sei que se você acompanhou os blogs ontem, já deve estar de saco cheio de ver a mesma coisa. Mas, leia, tenho certeza de que vai valer a pena, pois o foco aqui é algo que certamente você já viveu, ou vive, ou conhece alguém que vive, principalmente nesse período natalino.

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A cada Natal que passa, tenho a sensação de que as pessoas participam dessa data cada vez menos por entusiasmo e mais por obrigação. É como se fosse algo tão tradicional que fazer tudo aquilo que se faz nesse período – comprar presentes, fazer ceia, reunir a família – tivesse se tornado tão mesmice que as pessoas parecem fazer isso quase que mecanicamente, meio que sem sentimento.

Ontem, dia 24, um certo caso de chamou a atenção. Era de uma família que veio aqui em casa. São pessoas que conheço de longa data, e que sempre nos trataram com respeito. Entre eles, porém, sempre houve muitas brigas. Tanto que neste ano, alguns passaram o Natal em casas separadas. Foi triste saber disso, pois, já foram uma família muito unida.

Conheço amigos que passam o Natal sozinho em casa. Os pais saem, e eles se fecham no computador. Alguns até detestam o Natal pela bagunça e pelos fogos (malditos!) que a criançada solta na rua, ou pelo barulho dos sons ligado no último. E preferem se isolar nos seus quartos. Conheço gente que no Natal só aparece para os amigos dentro das redes sociais, mandando cartões animados e mensagens automáticas a todos. Conheço gente que já foi muito animada, que já teve a sua turma, mas que o tempo foi levando um a um, até restar somente ele. E hoje, até dorme cedo. Conheço famílias que o álcool e as drogas desuniu todos de tal forma, que alguns, sentem-se mais confortáveis colocando o rosto no concreto imundo de uma calçada do que dentro da própria casa. Conheço gente que parece existir apenas para estragar a festa dos outros. Conheço gente que tem como única companhia no Natal apenas um radinho de pilha, ou os colegas do trabalho. Conheço gente que parece sentir menos nojo das baratas do que dos próprios parentes. Alguns, até entendo o motivo. Outros, vejo criticando os parentes assim como se estivessem, no fundo, olhando para o próprio espelho.

Felizmente, ainda conheço gente que valoriza a família, ainda reúne a todos, mesmo com o trabalho sufocando ainda mais o seu tempo social, continua firme e presente por lá. Ontem fui testemunha de um amigo secreto dos parentes da minha cunhada, gente que conheço desde pequeno. Aliás, havia muito tempo que eles não faziam algo parecido. É claro que nem todos de antigamente puderam ou quiseram aparecer por lá, mas o clima de animação foi o mesmo. Também tenho que agradecer a Deus sempre pela família que tenho, mesmo que tenha lá as suas brigas de vez em quando, mas pelo menos, sempre que chega nessa data, procuramos estar reunidos.

Não, estamos bem longe de ser uma família perfeita. Apenas estou tentando dizer que o verdadeiro sentido do Natal é esse aí: a união de pessoas que se amam, que deixam o ego de lado e passam a valorizar a coletividade acima de todos os defeitos.

É isso.

Um Feliz Natal (atrasado!) para você e para a sua família!

Danilo Moreira

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A cor nos olhos


Talvez se eu observar melhor as cores do mundo
Verei que o cinza não é tão predominante assim
Ou o pincel que traço anda seguindo para a descida
Ou a tinta preta, escondida na penumbra, anda seguindo para a subida.

Que a mistura cotidiana das cores não despedace a minha mente, como uma bomba provocada pelo ódio de quem não sabe fazer o seu próprio esboço.

Danilo Moreira

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domingo, 31 de outubro de 2010

O último da sala...


Já teve aquela sensação de estar parado no tempo? Aquela sensação ruim de ficar para trás? Aquele sentimento incômodo de quando se fica por último numa sala?

Certo dia, olhei uma pasta com fotos do trabalho, com cerca de um ano atrás. Me espantei com a quantidade de pessoas que não estavam mais lá. E eu, mesmo querendo sair, ainda continuava, sem qualquer expectativa concreta para sair.

Já senti algo parecido há alguns anos. Quando me formei do ensino médio, via as pessoas já trabalhando, e eu ainda desempregado, até que finalmente arrumei emprego. E agora, quero sair do meu atual emprego, mas por enquanto, ainda continuo nele. E do meu grupo, dos antigos, sou o único que ainda continua. A última pessoa, dentro do meu setor, que tinha mais tempo do que eu, saiu ontem, felizmente, para outro emprego, na área em que ela se formou. Agora, resta apenas eu.

Não sou mais criança, sei que esse processo é natural da nossa vida. Sei que existem pessoas ativas e acomodadas, e estas últimas, muitas vezes nem reparam que o são. Eu mesmo até pouco tempo, estava nesse meio. Sei que estamos o tempo todo mudando, e muitos o tempo todo querendo mudar. Difícil é quando essa busca parece longe, e vemos muitos de nossos companheiros a conseguindo, e nós, ficando para trás. Se sentindo até mesmo como resto. Entra aí o sentimento dúbio: felizes pela pessoa, e tristes por nós ainda não termos conseguido. Fica-se aquele vazio, e ao olhar essas fotos com todos então, aí é que você realmente se sente mal.

Por isso que o importante é botarmos em nossa consciência essa noção da mudança constante, que nada é para sempre, nem nós mesmos, nem nossos grupos sociais. Isso vale para qualquer lugar, na família, na escola, na faculdade, no trabalho. Em segundo, que precisamos sempre buscar os nossos objetivos, não se acomodar com o que tem, não deixar que o apego àquele grupo social o faça desistir dos seus próprios sonhos. É o que eu chamo do bom individualismo, aquele onde você prioriza os seus sonhos. Fora que, pessoas queridas são pessoas queridas. Quem te ama, te adora, te considera muito, sempre irá te acompanhar, não importa onde você esteja, mesmo que à distância. Obviamente, não será da mesma forma. O cenário não será o mesmo. Mas, ainda sim, estará lá, querendo saber de você, comemorando junto as suas conquistas, e vice-versa.

Agora, quanto ao fato do caminho, é como uma pessoa muito amiga minha me disse, quando nos encontramos ontem, “se não conseguiu agora, é porque não é a sua hora, espera que esse dia vai chegar”.

E até lá, continuarei no mesmo lugar, sentindo-me numa sala onde todos já foram embora, menos eu. Continuarei tentando engolir essa bebida amarga, mesmo me vendo sozinho em vários espelhos, revolto por vários quadros antigos.

E a vida continua... com a esperança de quem ainda irá buscar muito, para além daquela sala infértil, mesmo sendo o último a fechar a porta...

Danilo Moreira

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FOTO: http://margensdapoesia.blogspot.com/2009/01/o-vazio.html

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Antes e Depois - Os Atores de Castelo Ra-Tim-Bum

Um castelo encravado no meio de edifícios. Um menino de 300 anos. Um gato falante que toma conta da uma biblioteca. Botas falantes. Uma cobra rosa que mora numa árvore. Uma bruxa boazinha que adora contar histórias. Essas e outras figuras fazem parte do premiadíssimo seriado infantil Castelo Rá-Tim-Bum, produzido pela parceria Tv Cultura de São Paulo/ Fiesp, entre os anos de 1994 e 1995. Criado pelo dramaturgo Flávio de Souza (o tio Dudu de “Mundo da Lua”) e o diretor Cão Hamburger, até hoje o Castelo é uma referência quando o assunto é programa infantil realmente educativo.
E hoje, 15 anos depois, falaremos dos principais interpretes da série, mostrando como eram antes e como estão hoje.

>>> Cássio Scapin (Nino)


Cássio Scapin nasceu em São Paulo no dia 11 de dezembro de 1965.

Cursou teatro inicialmente na Escola Célia Helena. Em seguida, se formou pela Escola de Arte Dramática (EAD/USP). Trabalhando como ator desde os 17 anos, Cássio já atuou em várias peças, “Visitando o Sr. Green" (ao lado de Paulo Autran), e em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, (direção de Regina Galdino), recebendo os prêmios de Melhor Ator nos prêmios Apetesp e Shell (1998). Na TV, além do Castelo, já atuou em produções como Telecurso 2000, em minisséries como o inesquecível Santos Dumont de “Um Só Coração” (Tv Globo – 2004), e em novelas como Razão de Viver (SBT – 1994), e recentemente em novelas da Tv Record, como as da saga dos Mutantes.

Atualmente, aos 44 anos, atua na novela “Ribeirão do Tempo” (Tv Record), como o personagem Sereno.

>>>Luciano Amaral (Pedro)


Luciano Amaral nasceu em Pindamonhagaba (SP), em 1º de setembro de 1979. Aos 6 anos de idade, foi chamado para fazer um comercial do Vick Vaporub. Foi um ator de comerciais até surgir o teste para atuar numa nova atração na Tv Cultura de São Paulo. Foi então que o Brasil conheceu Lucas Silva e Silva, o garotinho inesquecível com seu gravador e seu Diário de Bordo, no seriado “Mundo da Lua” (1990-92). Em 1994, veio o Pedro do “Castelo Ra-Tim-Bum”. Em 1995, foi contratado pelo SBT para atuar na novela Razão de Viver. Tempos depois, aparecia em quadros no Telecurso 2000, e em 1997, volta à TV Cultura para apresentar o “Turma da Cultura” e a peça do Castelo Ra-Tim-Bum. Em 2002, enquanto Cursava Rádio e TV, retornou ao SBT para ser um dos apresentadores fixos do Teleton, além de comandar o programa "Acesso Total", programa em parceria SBT/AACD para portadores de deficiências físicas.

A partir de 2004, sua carreira entra numa nova fase: como apresentador de programas especializados em games. Já passou em emissoras como Band (G4), MixTv (GameTv), e atualmente, aos 31 anos, apresenta o MOK, no canal a cabo Play TV.

Uma curiosidade: após voltar dos EUA, Luciano co-digiriu “Onde está o Nino?”, espetáculo teatral do Castelo Rá-Tim-Bum, com produção da Time For Fun, no Teatro Abril.

>>>Cinthya Rachel (Biba)


Cinthya Rachel nasceu em Santos, em 17 de junho de 1980. Ficou conhecida após a participação numa propaganda de Tang, aos 7 anos. Já atuou em minisséries como Abolição (SBT – 1988). No Castelo, atuou com 14 anos. Em 1997, apresentou o Turma da Cultura. Formou-se em Jornalismo e trabalhou como repórter no extinto Domingo da Gente (Tv Record – 2000/2005) e no programa Raul Gil, na época, na mesma emissora.

Atualmente, Cinthya está com 30 anos, e cursa Publicidade. Mais afastada da TV, dá aulas de interpretação para crianças, tem um canal de vídeos sobre maquiagem, e em escreve frequentemente em seu site. Aliás, quando eu estava começando na blogosfera em 2007, na época com o blog “Em Linhas...”, tive a surpresa ao receber um comentário seu, elogiando o blog e incentivando para “nunca deixá-lo de lado, como muitos fazem”. De todos os atores do programa, é a pessoa que mais vejo presente nas redes sociais.

>>>Freddy Allan (Zequinha)


Freddy Allan Nasceu em 19 de julho de 1985. Começou sua carreira aos 7 anos, atuando na peça “A Fuga do Planeta Kiltran". Com ela, foi indicado ao prêmio APETESP como ator-coadjuvante. Foi convidado pelo diretor Cão Hamburger para um teste, e em 1994, entrou no Castelo como o inesquecível Zequinha, o “caçulinha” da turma.

Depois disso, fez algumas participações no Telecurso 2000, atuou em apresentações com o personagem Zequinha (me lembro bem de uma apresentação sua ao lado de Cinthya Rachel no programa “Eliana e Cia” – Tv Record – 1999). Era a peça Castelo Rá-Tim-Bum, sob direção de Mira Haar (a Carolina de “Mundo da Lua”)

Sua carreira, a partir daí, passou a ser exclusivamente no teatro. Ficando um bom tempo sumido da mídia, foi para a Alemanha, e participou do festival Ruhrfestspielen (2004), em Recklinghausen, da abertura da temporada 2005/2006 do Teatro Volksbühne, em Berlim, com o Teatro Oficina, direção de Zé Celso Martinez Corrêa. Trabalhou durante seis anos no Teatro Oficina, dirigiu o curta-metragem “Alma” de Oswald de Andrade, e outras produções cinematográficas.
Atualmente está com 25 anos, e trabalha pela abertura do Teatro Dulcina na Cinelândia, montando a peça “A Morta”, para o Movimento Dulcynelandia (movimento em memória viva da atriz Dulcina de Morais). De vez em quando aparece dando entrevistas principalmente pela internet, ou em chats com seus fãs.

>>>Sergio Mamberti (Dr. Victor)


Sergio Mamberti nasceu em Santos, em 22 de abril de 1939. Formou-se em 1961 pela EAD (Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo). Além de ator, dramaturgo, há mais de 40 anos.

Sérgio já era um ator conhecido bem antes do Castelo. Estreou profissionalmente em 1962, com “Antígone América”, texto de Carlos Henrique Escobar dirigido por Antônio Abujamra, e produzido por Ruth Escobar. No cinema, estreou em 1966, com o filme "Nudista à Força". Atuou num famoso filme da época, "O Bandido da Luz Vermelha" (1969). Na televisão, estreou na novela “Ana” (Tv Record, 1968). Atuou em novelas e minisséries de várias emissoras, dentre elas, “Pantanal” (Manchete, 1990), “Engraçadinha” (Tv Globo, 1995) e “O Profeta” (Tv Globo, 2007).

Além da carreira artística, Sérgio já ocupou vários cargos no Ministério da Cultura no governo Lula. Já foi Diretor da Secretaria de Artes Cênicas, Diretor da Secretaria de Música, Diretor da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e Presidente da FUNARTE.

Atualmente está com 71 anos e continua atuando principalmente em produções da Tv Globo.

>>>Rosi Campos (Bruxa Morgana)


Rosi Campos (Rosângela Martins Campos) nasceu em Bragança Paulista (SP), em 30 de março de 1954. Formou-se pela Escola de Comunicações de Artes da USP no início dos anos 1980, trabalhando inicialmente como assessora de imprensa. Atuou em alguns grupos de teatro como o Teatro do Ornitorrinco. Na televisão, estreou na novela “Brasileiras e Brasileiros” (SBT – 1990). Além do Castelo, Rosi, atuou em vários papéis marcantes na televisão. Dentre os mais recentes, destaca-se a inesquecível e irreverente Edilásia Sardinha, a Mamuska, da novela global “Da Cor do Pecado” (2004).

Atualmente, Rosi está com 56 anos e vira e mexe aparece em novelas e minisséries da Tv Globo, além de paralelamente estar no teatro e no cinema (como em Chico Xavier, O Filme – 2010). Segundo o site BDI, a atriz já está confirmada para “Insensato Coração“, novela global de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, prevista para estrear na emissora em 2011.

E por hoje é só. Até a próxima Sessão Antes e Depois, aqui, no blog Ponto Três!

Danilo Moreira

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FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_R%C3%A1-Tim-Bum

http://www.naosalvo.com.br/vc/por-onde-andam-os-personagens-do-castelo-

ra-tim-bum/

http://forum.clickjogos.uol.com.br/showthread.php?t=12987

http://acid-lips.net/blog/?p=668

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Cassio Scapin - Nino

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A1ssio_Scapin

http://www.spescoladeteatro.org.br/enciclopedia/index.php/Cassio_Scapin

http://tc.batepapo.uol.com.br/convidados/arquivo/teatro/ult1759u239.jht

m

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Luciano Amaral - Pedro

http://www.lucianoamaral.com/luciano/HISTORIA.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Luciano_Amaral

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Cinthya Rachel - Biba

http://www.cinthyarachel.com/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinthya_Rachel

====================

Freddy Allan - Zequinha

http://pt.wikipedia.org/wiki/Freddy_Allan

http://www.terra.com.br/istoegente/369/reportagens/fredy_allan.htm

http://www1.folha.uol.com.br/fol/cult/cu19056.htm

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Sergio Mamberti - Dr Victor

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.

cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=847

http://www.telehistoria.com.br/canais/biografia.asp?idConfiguracao=1161

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Rosi Campos - Bruxa Morgana

http://www.epipoca.com.br/gente_detalhes.php?idg=266458

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rosi_Campos

http://pt.wikiquote.org/wiki/Rosi_Campos

http://batalhadoibopee.wordpress.com/2010/06/27/os-projetos-da-atriz-ro

si-campos/


FOTO:

http://www.minhainfancia.com.br/castelo_ra-tim-bum.htm

http://forum.clickjogos.uol.com.br/showthread.php?t=12987

http://anderson-der.blogspot.com/2010_04_01_archive.html

http://anderson-der.blogspot.com/2010_04_01_archive.html

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/diversao/2010/04/01/244550-com-a-

estreia-de-chico-xavier-conheca-artistas-que-praticam-o-espiritismo

http://contigo.abril.com.br/noticias/as10coisas/bruxas-da-ficcao509461




domingo, 26 de setembro de 2010

Vai voando...


Quem adoça a minha boca terá o meu coração sempre que precisar.

Não estou falando de amor. Estou falando de compaixão. Compaixão pelo próximo. É o amor que mais falta, tanto no mundo lá fora, quanto no mundo das palavras.

Quem amarga a minha boca saiba que envenenado poderei cuspir de volta, para que sinta o sabor destruidor de suas palavras malditas.

Não sei quem está regendo minha orquestra de visão de mundo agora, se sou eu, se é minha mente ou se é tudo junto.

Mas o ser humano vive suas fases, tenta ganhar suas batalhas, mas quando perde uma, nunca mais a esquece.

Batalhas são batalhas, mesmo que sejam dentro de nós mesmos.

Faltam-me palavras para descrever a falta de palavras. Sobram-me sentimentos para dizer o que sinto.

Qual é a verdade? Qual a real verdade? A minha? A sua? A dele? A nossa? Quem sabe da verdade? Qual verdade minha é a mentira sua?

No fim das contas, só quero ser feliz como todo mundo, nem que a felicidade seja a própria busca cotidiana pela felicidade.

E voam as palavras pelo piso branco e virtual.

Voam pela mente, passam pelo tempo, e voltam para a memória.

Danilo Moreira


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http://marcelohirota.blogspot.com/2009/12/pensamento-solto.html

domingo, 12 de setembro de 2010

Vinte e Cinco


É só mesmo para deixar registrado.

No domingo, dia 05, fiz mais um ano de vida

Quis comemorar o dia todo em casa, com a família, coisa que não fazia há uns três anos. Levantei-me tranquilamente, com uma louca vontade de arrumar alguns papeis jogados em um canto do meu quarto. No fim das contas, encontrei até o telefone e o e-mail de uma ex-namorada, já amarelado pela umidade. Foi um dia bacana, apenas com a família e dois grandes amigos.

Do ano passado pra cá, até que fiz bastante coisa. Mudei para Jornalismo. Participo do blog da minha sala. Produzi textos que já foram elogiados por profissionais da área de jornalismo e da literatura. Fiz minha primeira “matéria” num restaurante japonês. Visitei editorias de arte de alguns jornais e senti um pouco mais próximo a profissão que escolhi. Terminei finalmente de digitar os meus principais contos que ainda estavam manuscritos. Voltei a fazer teatro, uma das minhas maiores paixões.

Fiz coisas que JAMAIS imaginei que um dia faria, como colocar um piercing no tragus, varar a madrugada pelo Centro de São Paulo bebendo todas, cantando “Ilariê” numa esquina com um grupo de mais de 15 pessoas entre amigos e desconhecidos e vendo shows de Sidney Magal, Living Collor e Double You. Ou ainda, ir a shows inesquecíveis como do CJ Ramone e Ana Carolina (e a música do “sabonete”). Eu, que sempre fui avesso à baladas, freqüentei algumas esse ano. Alías, o meu próprio aniversário, ontem, foi comemorado numa balada, chamada Trash 80’s (farei ainda um post sobre ela, pois é uma dica que vale a pena contar). Foi uma experiência incrível, ainda mais ao lado de amigos que me fazem tão bem.

Não tenho muito o que dizer sobre mim. Continuo correndo com a minha louca rotina de universitário, sempre sem grana, mas com muitos sonhos na bagagem. Ainda patino em meio às minhas dores e traumas de sempre, e que ora vejo que se cicatrizaram, ora vejo que alguma se abriu e precisa de novo ser tratada. Tenho medo de algumas coisas que me esperam no futuro, e de decisões que mais cedo ou mais tarde terei que tomar com relação à minha vida profissional e pessoal, especialmente àquilo que deverei deixar para trás. Ao mesmo tempo, sinto um louco desejo de me jogar pelo mundo e de viver experiências novas, e de desbravar caminhos por meio da profissão que eu escolhi. Continuo forte com a minha paixão pela arte da escrita, mesmo que não tenha mais tempo como antes para de dedicar à ela da forma como gostaria.

Em certos momentos já me sinto um adulto completamente independente. Em outros, ainda me sinto preso à algumas coisas. Sei que algumas cobranças normais da idade começarão a me apertar mais. E o tempo está passando. Papéis estão ficando cada vez mais amarelados. Objetos que ganhei em aniversários anteriores, mais ultrapassados e defeituosos. Amigos que me acompanham desde outros aniversários, mais velhos e mais maduros. Os meus pais, meus irmãos e sobrinhos, idem.

E as coisas vão mudando. A minha escrita vem sendo cada vez mais moldada pela Academia, pela nova ortografia e pelo curso de Jornalismo. A minha visão de mundo, junto com a minha subjetividade, vem sofrendo metamorfoses cada vez mais agudas. Meus olhos veem um mundo diferente. Os meus olhos sentem coisas cada vez mais diferentes. Os meus medos oscilam, junto com meus desejos de ultrapassar barreiras. E vou vivendo nessa complexidade, perdido no meio de tantas descobertas, mas feliz pela oportunidade de poder ver e sentir todas elas.

Que a minha construção continue se fazendo. Que os meus pilares continuem me sustentando. Que as minhas janelas continuem abertas para a luz do sol e para novos ares. Que seja o teto para as pessoas que eu amo e para o mundo na qual eu desejo contribuir.

Obrigado a todos por fazerem parte da minha história, e por permitirem que eu possa também fazer parte da história de vocês.

Basicamente, é isso. Gostaria de poder escrever mais, mas a falta de tempo e o sono não me permitem.

Até mais!



Danilo Moreira


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FOTO: http://www.fotodependente.com/img6099.htm

domingo, 29 de agosto de 2010

Olhos, pra que te quero!


Às vezes, queria ter uma lente especial,
Que me mostrasse de antemão as consequências das minhas decisões
Que me mostrasse a placa mais errada,
Que me alertasse das regiões onde eu poderia cair nos buracos,
Que me ajudasse a dar passos mais seguros rumo aos meus desejos,
Que me avisasse caso eu acabar trocando as águas calmas e maçantes por mares agitados e instáveis.

Porém, como não tenho essa lente especial,
Me contentarei com os olhos do coração,
Mesmo com a sensação de estar andando no escuro,
E com medo de cair num caminho sem volta.

Olhos, pra que te quero!


Danilo Moreira


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domingo, 8 de agosto de 2010

Pronto, falei!


Tem gente que realmente nos leva a se perguntar qual utilidade certas pessoas tem para o mundo.

Você, com seu jeito bizarro de ser, falando o tempo todo de futilidades, é um grande exemplo disso. Tenho que admitir que você tem jeito para a arte do humor, porém não tem jeito para a arte do pensamento.

Você conhece todo mundo. É amigo de todo mundo. Fala mal de todo mundo nas costas de todo mundo. Fala coisas na frente de todo mundo. Você humilha todo mundo. Você provoca todo mundo. Você é consegue falar mal de alguém por trás, virar-se para essa pessoa, e tratá-la bem como se fosse o amor da sua vida.

Quando vejo você, vejo sementes apodrecendo, não geminando. Quando vejo você, vejo cores convergindo para tons mais escuros. Quando vejo você, sinto uma energia pesada, e logo, o ar fica mais pesado. Quando vejo você, me sinto mais inútil, ao lado de uma pessoa tão inútil.

Você tem o dom de despertar os defeitos das pessoas. E dom maior ainda de inventar os defeitos das pessoas. Você também tem os seus, que são tantos que, não sei dizer, qual a fronteira do inventado, do real, e do que pode ser pior em você.

Você talvez tem qualidades. Você gosta de ajudar. Gosta de colaborar. Quando fala sério, você é uma pessoa mais leve, uma pessoa mais fácil de lidar. Uma pessoa onde é até possível uma conversa civilizada. Até te considero, de certa forma, por tudo que você já fez por mim. Nós convivemos no mesmo espaço, sabemos que precisamos, nas horas mais sérias, se ajudar, e isso realmente fazemos. Às vezes tenho impressão de que eu sou a pessoa de que você mais gosta de ajudar.

Porém, não posso deixar de ser sincero, você ainda tem muito o que crescer. Quando não estiver mais por lá, do que é que você será lembrado? Pela futilidades que diz? Pelas brincadeiras? Pelas humilhações que faz a todos, inclusive a mim? Sei que pessoas do seu tipo, quando de fato não tem nada a oferecer, possuem tantos defeitos, que preferem fazer a fama apontando e inventando os dos outros, justamente para desviar o foco do quadro horroroso de que é composto você. Você é um quadro horroroso, suas tintas o moldam na base da falsidade, seu olhar é regido na base da falsidade. Engraçado é que outras pessoas naquele lugar já conseguiram ser piores do que você, utilizando de recursos para destruir o outro até mesmo perante os seus superiores. Você, felizmente, não é adepto dessa arte. Não, a sua arte da humilhação é especializada no campo dos defeitos, e no campo da criação dos defeitos. E pior que você consegue arrancar sorrisos, admiração e assombro até mesmo de quem não gosta de você. Parabéns pelo talento, você merece!

Mas, pode ter certeza, todos ali estão num nível bem acima de você. Se cuide, porque no fundo, você sabe que no dia em que não estiver mais lá, não fará a menor falta.

Nem a mim, nem aos outros, nem a ninguém. Você é desprezível, é um poço de absurdos que envergonham as pessoas que convivem com você. Por isso, meu amigo, se cuide, pois chegará o dia em que você será fruto efetivamente de todo o lixo que produziu até aqui.

E pode ter certeza que esse espetáculo das conseqüências será tão maravilhoso que todos estarão lá para ver, e pode ter certeza: ninguém terá pena de você.

E no final desse espetáculo, eu estarei lá, e o aplaudirei de pé.

Pronto, falei!

Danilo Moreira


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domingo, 1 de agosto de 2010

Corpos


Nossos corpos vivem na maresia.
O sol, quente como os sentidos, aguçam nossos desejos.
O coração bate mais forte com a violência das nossas mãos,
Que nos pegam de formas que confundem os nossos olhos.
A caverna que desbravo cheira à natureza viva e fértil,
Que se desabrocha como as flores dos campos de Vênus.
Tuas mãos a tocar a minha pedra pontuda lançam um olhar faminto.
Consumimo-nos como animais em combate.
Rolando na terra fofa como plantas a fincar-se no chão.
Nossas mãos que apalpam ao outro viram meras secundárias,
Pois nosso corpo todo se toca como mãos
Mãos desesperadas à procura do ponto certo.
Mãos em formato de lábios que se prensam no molhado.
Corpos e peles que se transformam e dedos quentes e suados,
E a convergência final do desejo que une o toque, os sentidos, e o suor,
Rega-me o peito com a sua água da fonte dos prazeres.
Cerca-me o corpo com sua língua forasteira.
Exiba-me seus montes que balançam com fúria de animal,
E eu, flutuando, te darei o meu refresco,
E te farei a rainha mais saciada de todos os tempos,
Regada até a boca com a jóia dos meus desejos,
E repousada no calor da minha carne.

Danilo Moreira

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Antes e Depois - Atriz de Punky, A Levada da Breca


Quem não se recorda de Punky, A Levada da Breca, famosa série dos anos 80 que fez sucesso aqui no Brasil, graças a uma linda garotinha de sardas, roupas ultracoloridas (às vezes penso se ela não seria uma precursora do Restart...), que dormia numa carroça, em um quarto exótico, e era adotada por um velhote ranzinza?

Pois bem, quem dava vida a essa garotinha excêntrica era a atriz Soleil Moon Frye. Seu nome é de origem francesa e significa “sol”. Soleil nasceu em Glendora (Califórnia – EUA), em 6 de agosto de 1976, filha do ator Virgil Frye e de Sondra Peluce Londy. Ela também tem dois meio-irmãos, chamados Sean Frye e Meeno Peluce, que também atuaram quando eram crianças.

Soleil começou a atuar com 2 anos de idade, mas foi com o seriado Punky Brewster, da NBC (1984-1988) é que ficou mundialmente conhecida, tanto que por causa do grande assédio, segundo o site Infantv, a atriz teve que mudar de escola por várias vezes, chegando a interromper os estudos por algum tempo e retornando tempos depois. Também dublou o desenho animado da série, além do desenho The Real Ghostbusters.

A atriz também atuou no cinema. O primeiro filme foi em 1982, chamado Missing Children: A Mother's Story. Na década de 1990 e 2000 atuou em filmes pouco conhecidos. Também atuou no papel de Roxie nas três ultimas temporadas de Sabrina, Aprendiz de Feiticeira (2000-2003), e participações em séries como Anos Incríveis (como Mimi Detweiler, na temporada de 1990), e em Friends (como Katie, uma das namoradas de Joey, na temporada de 1999).

Soleil se casou em outubro de 1998 em Los Angeles com o produtor e ator Jason Goldberg, e em 2005, deu a luz à sua primeira filha, Poet Sienna Rose Goldberg, Em 2008 nascia sua segunda filha, Jagger Joseph Blue Goldberg.

Pois é, o tempo, passa, e aquela menininha com cara de anjo cresceu, se tornando esse mulherão que está prestes a completar 34 anos, e que ainda atua, dubla, e é também diretora, bem casada, mãe de duas filhas, mas eternamente reconhecida como Punky, a Levada da Breca.


E é isso. Em breve, mais sessão Antes e Depois, no blog Ponto Três!


Danilo Moreira


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FONTES:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Soleil_Moon_Frye

http://www.thiagosantosgomes.blogger.com.br/soleilmoonfrye.htm

http://www.infantv.com.br/punky.htm


FOTO:

http://upcomingdiscs.com/ecs_covers/punky-brewster-season-one-large.jpg

http://www.babble.com/CS/blogs/famecrawler/2007/10/01-07/moon-frye-soleil.jpg

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tempo, tempo...


Nesse sábado saí com um amigo que estudou comigo num curso técnico há uns sete anos atrás. Fomos para um programa cultural, no Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz, um lugar que aliás, eu recomendo. Depois fomos almoçar no Shopping Light, no Anhangabaú, lugar que eu peguei apreço para matar a fome sempre que vou para aqueles lados do Centro.

Fazia tempo que não nos víamos, e óbvio que quando nos reencontramos sempre perguntamos ao outro o que está fazendo da vida, e principalmente, nos recordamos do tempo em que estudávamos, como estão as pessoas da época, e por aí vai. Engraçado que muitos nomes sumiam da nossa memória (especialmente da dele rs), mas com a descrição de detalhes físicos e até bizarrices características dessas pessoas acabávamos nos lembrando. Alguns já terminaram o ensino superior. Outros, se casaram, e já têm filhos.

Não é de hoje que eu me recordo desse pessoal, assim como os da escola. E sempre vem a conclusão: como o tempo passou. E pensar que quando me formei no Ensino Médio, o Msn ainda era novidade, não existia Orkut, só quem era mais bem de vida tinha celular (e nem era com câmera e menos ainda com bluetooh), câmera digital era difícil ter. Diferente de hoje que de vez em outra dá aquele ataque, a gente pega o celular e começa a fazer caras e bocas pra tirar foto, ou pra flagrar alguém comendo, naquela época foto só em eventos especiais, e só quem era ligado é que se preocupava em comprar filme e levar (porque ainda tinha o gasto da revelação).

Hoje, todos cresceram. Todos têm a sua vida. De vez em quando o destino faz a gente se cruzar nos ônibus, metrôs e calçadas da vida, ora dá a oportunidade de fazer um programão de fim de semana com algum amigo, como foi o caso desse sábado. Alguns desapareceram, não deixaram qualquer rastro. Outros passam pela gente e mal nos reconhecem. Outros, eu mesmo faço questão de passar e não reconhecer. E assim é o tempo, modificando o quadro das nossas vidas, que ora nos junta num elemento só, ora nos separa, cada um na composição do seu tom e expressão apropriados.

Faz bem olhar para trás e ver quanta coisa mudou, quantas coisas foram conquistadas, os projetos. Me faz bem ver amigos crescendo na vida e atingindo os seus objetivos. Me faz bem ver amigos que não ficam apenas no passado, mas que sempre tem novidades e projetos para contar. Me faz bem também, é claro, contar à eles tudo que eu conquistei e as coisas que eu quero conquistar. Me faz bem falar com eles sobre o passado, o presente e o futuro. Me faz bem ser parte do passado, do presente, e porque não do futuro deles.

Nem que esse futuro seja apenas um novo reencontro, apenas para contar as novidades.

Como já dizia Caetano Veloso, tempo, tempo... “compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...”.


Danilo Moreira

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FOTO: arquivo pessoal

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Curiosidades sobre Pica-Pau - Parte 2


O mito do surgimento do personagem

Segundo o site imaginebirds, um agente de imprensa de Walter Lantz conta que a idéia do personagem surgiu depois que um irritante Pica-Pau passara a noite toda furando o telhado de um chalé que Lantz e sua esposa Grace Stafford havia alugado no Lago Sherwood para passar a lua-de-mel. O Pica-Pau não deixou que o casal dormisse, e, após ter ido embora, o casal percebeu os vários buracos deixados no telhado. Uma chuva caiu naquela mesma noite, acabando de vez com a noite de sono dos dois. Essa história não é comprovada, pois eles se casaram em 1940 quando, segundo o site, o Pica-pau já havia aparecido no desenho de Andy Panda.

Dubladores e a risada do Pica-Pau

A risada do cabeça vermelha foi criada por Mel Blanc, que curiosamente havia a utilizado antes nos primeiros desenhos do personagem Happy Habit (que viria a ser o Pernalonga). Blan dublou Pica-Pau de 1940 até 1941, quando foi para a Warner Bros. Após ele, veio Ben Hardaway (1942-1949), Grace Stafford (contra a vontade do marido Lantz, que acabou aceitando após a mulher ter feito um teste escondida e ter sido justamente a escolhida como melhor voz, para a surpresa do próprio Lantz). Grace ficou de 1950 até 1985. Em 1988, Cherry Davis assume o posto, e nos episódios produzidos entre 1999 e 2002, Billy West.

No Brasil, nos anos 1960, Olney Cazarré foi o primeiro dublador nos estúdios BKS (antiga AIC), com uma voz mais fina. No final dos anos 1960, deixa a BKS para trabalhar no Rio, assumindo um garoto de 10 anos chamado Garcia Júnior, que também ficou famoso por dublar os primeiros episódios da década de 40. Quando o garoto cresceu e sua voz engrossou, Cazarré volta a dublar o desenho nos anos 1980, com um tom mais rouco (o que podemos observar em alguns desenhos passados em faroeste, por exemplo). Os episódios mais recentes (1999-2002) são dublados por Marco Antonio Costa.

Outras curiosidades

- O Pica-Pau não tem nome próprio no Brasil. Nos EUA, Woody Woodpecker significa Woody, O Pica-Pau. Algumas revistas em quadrinhos nos anos 50 e 60 tentaram abrasileirar o nome como Údi, O Pica-Pau e de outros personagens, o que acabou não pegando principalmente após as dublagens para a TV da AIC, nos anos 60, que acabaram utilizando os nomes que conhecemos hoje.

- O Coelho Osvaldo, que aparece em alguns desenhos, é personagem criado por Walt Disney, no tempo em que trabalhou na Universal. Recentemente, a Disney recuperou os direitos do personagem.

- Vários dubladores de Chaves também participaram das temporadas de Pica-Pau, inclusive na mais recente. Entre eles, Marcelo Gastardi (Chaves – Raposa Flik Fox), Mario Vilela (Seu Barriga – baleia Dopey Dick), Carlos Seidl (Seu Madruga – Doutor Lelé do Novo Pica-Pau) e Cecília Lemes (Chiquinha, Dona Neves, Paty – Picolino).

- No Novo Pica-Pau, vários personagens e cenas são atribuídas a antigos episódios ou curta metragens de Walter Lantz. Um exemplo disso é no final do episódio Bebê Abutre "Baby Buzzard", onde aparece o mesmo policial que apareceu em um curta de 1948, Hora do Bebê "Wacky-Bye Baby". Ou então, quando no final do episódio Louco por Praia "Beach Nuts", em que a Srta Meany está rodeada de surfistas e dois se chamavam "Moe" e "Miny". Então ela compara o nome dos dois com o dela fazendo uma citação a um antigo desenho em preto e branco de Walter Lantz chamado: "Meany, Miny and Moe".

E por hoje é só. Em breve, novas curiosidades no Ponto Três.


Danilo Moreira

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FONTES:

http://www.tvsinopse.kinghost.net/art/w/walter-lantz.htm

http://rabiola.grude.ufmg.br/gerus/noticias.nsf/e76867f1f59135c983256b
d8006d3f64/e85613a699f045bc83256c60006ffc3b?OpenDocument

http://forum.imaginebirds.com/topic/1893-desenhopica-pau-globo-sbt-record/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Lantz

http://forum.outerspace.terra.com.br/showthread.php?t=201063


FOTO:

http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/42/7016pica_pau1.jpg

sábado, 10 de julho de 2010

Curiosidades sobre Pica-Pau - Parte 1

Olá leitor!!!

Primeiramente, peço desculpas pelo sumiço. Agora, de férias, poderei me dedicar mais a este espaço. Na verdade já comecei, dando uma modificada no layout do blog, com colunas beeem mais espaçosas do que o layout anterior... (ufa!!rs)

Em segundo lugar, há alguns meses postei na seção Ponto Retrô uma homenagem ao desenho Pica-Pau, prometendo voltar com uma sessão de curiosidades sobre ele.

Pois bem, demorou, mas está aqui, dividido em duas partes.

A parte 1 falará sobre o autor de Pica-Pau, Walter Lantz. A segunda parte falará de outras curiosidades sobre o desenho e será postada ainda nessa semana.

Espero que tenha gostado do novo layout!

Até mais!


- O criador de Pica-Pau: Walter Lantz

Lantz em 1983

Walter Lantz (Walter Benjamin Lanza) nasceu em New Rochele (EUA), em 27 de abril de 1899. Descendente de italianos, desde pequeno Walter já mostrava talento para a arte do cartoon, sendo matriculado aos 12 anos numa escola de arte. Em seu primeiro emprego como mecânico, costumava colocar seus desenhos nas paredes da oficina, o que acabou resultando na sua contratação para o jornal New York American, e mais tarde no John R. Bray Studios. Em 1924 já tinha destaque como desenhista, produtor e animador, com sua primeira série de desenhos animados, chamado Dinky Doodle. Em 1927, já trabalhava em Hollywwod, com o desenho Oswald the Lucky Rabbit. Em 1929, Lantz cria seu primeiro desenho animado próprio, o Race Riot. A partir daí passa a produzir desenhos por conta própria no seu estúdio (Walter Lantz Studio) e atuar como co-produtor para desenhos da Universal Pictures.

Andy Panda foi produzido entre 1939 e 1949. Foi nesse desenho que em 1940 o Pica-Pau aparece pela primeira vez, infernizando Andy e seu pai comendo as telhas de sua casa. Lantz mal sabia que aquele pássaro maluco seria o maior sucesso de sua carreira, tendo seu show próprio em 1957 na rede ABC. Lantz chegou a receber uma indicação ao Oscar com uma canção criada especialmente para o desenho (The Woody Woodpecker Song). Lantz seguiu produzindo seus desenhos para Tv até 1972, quando por problemas financeiros seu estúdio acabou sendo fechado. Ainda sim continuou produzindo desenho e vendendo-os para produtoras. Em 1982, doou dezessete produções desse material, inclusive um raro modelo do Pica-Pau esculpido em madeira utilizado no desenho de estréia em 1941. Em 1985 vendeu sua biblioteca de desenhos para a MCA/Universal. Recebeu em 1973 pela Sociedade Internacional de Animação, ASIFA/Hollywwod o prêmio Annie, e em 1979, um premio especial do Oscar “por haver levado prazer e alegria para todos os cantos do mundo". Em 1986 ganhou uma estrela na Calçada da Fama.

Lantz morreu aos 94 anos no dia 22 de março de 1994, em Burbank, Califórnia (EUA), vítima de insuficiência cardíaca.

Continua na parte 2...

Danilo Moreira

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FONTES:

http://www.tvsinopse.kinghost.net/art/w/walter-lantz.htm

http://rabiola.grude.ufmg.br/gerus/noticias.nsf/e76867f1f59135c983256bd8006d3f64/e

85613a699f045bc83256c60006ffc3b?OpenDocument

http://forum.imaginebirds.com/topic/1893-desenhopica-pau-globo-sbt-record/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Lantz

http://forum.outerspace.terra.com.br/showthread.php?t=201063



FOTO:

http://fr.academic.ru/dic.nsf/frwiki/1726611

domingo, 6 de junho de 2010

A Vitrine

Pádua no Programa do Ratinho, em 08-04-2010


É cada coisa que a gente encontra por aí...

Ao abrir a página da Folha Online no dia 02 de junho, me deparei com esta notícia.

“Beijaria os pés dela, deixaria ela me bater, diz Guilherme de Pádua sobre Glória Perez”

Condenado pelo assassinato de Daniella Perez, filha da escritora e novelista Glória Perez, desde 1992, Guilherme de Pádua está em liberdade desde 1999 e se converteu à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG). Recentemente, no dia 08 de abril, Pádua apareceu no Programa do Ratinho (SBT), se recusando a dar detalhes do crime por afirmar ter sido ameaçado via Twitter por Gloria Perez, e mostrando claramente a intenção de limpar sua imagem perante toda a sociedade demonstrando ser agora um homem arrependido e muito religioso. Essa declaração não passa de mais um capitulo dessa história.

É complicado quando alguém que comete um crime bárbaro como esse, ainda mais de grande repercussão como foi (ainda mais se tratando de um ator Global, na época), tentar agora passar a imagem de regenerado, soltando frases carregadas de religiosidade, arrependimentos e prostração moral. A religião, aliás, é ao meu ver o meio mais utilizado para essa tentativa de regeneração.

Conheço casos de pessoas que eram alcoólatras, drogadas, bandidos, assassinos, e que realmente encontraram um sentido na vida através da religião e, normalmente aliado à ela, projetos sociais. Mas quando esse individuo vem parar na mídia e começa a dar declarações desse tipo, a coisa muda de figura.

Noticias do quilate do caso Suzanne Richtoffen, a Menina Isabella, Madeleine, Eloá, O Maníaco do Parque, entre outros, são casos que mexem com o imaginário popular. Já parou para se perguntar por que noticias desse tipo são veiculadas á exaustão, perdurando por dias e mais dias?

Simplesmente, o que chama atenção nessas noticias são os fatos em si, mas sim quem são os culpados, os vilões, e como eles serão punidos. Se o culpado é uma incógnita, aí sim é que haverá assunto. Ou a imprensa já aponta um culpado (mesmo que erroneamente, como o caso da brasileira Paula Oliveira, em quem fevereiro de 2009 afirmou ter sido espancada por neonazistas na Suíça, o que depois foi comprovadamente desmentido), ou trazem especialistas em suas revistas eletrônicas para apontar os culpados. Depois do julgamento, que se torna um evento quase como de ultimo capítulo de novela, passam-se os anos, e alguém desenterra o assunto no sentido de “enfim, a justiça aconteceu? Como ele está hoje?”.

O caso de Guilherme de Pádua faz parte desse processo. Ele é o principal culpado. Já foi julgado e condenado. Já está em liberdade. Agora, está querendo mostrar que se arrependeu, querendo ter uma vida normal. Ora, nunca uma pessoa como ele poderá ter a mesma vida de antes, não enquanto seu nome continuar aparecendo na mídia com a vitrine de um arrependimento, mas sempre com sombra de um crime. Não adianta, mesmo demonstrando um possível arrependimento, sempre que vermos seu rosto logo nos remeteremos ao crime (que aliás, a mídia mesmo faz questão de lembrar), à dor da mãe da vitima, e a todo o histórico de comoção e revolta que esse fato causou a toda a sociedade.

Por isso, e digo não só no caso dele, mas em todos os casos onde criminosos (não só de crimes bárbaros, mas também por corrupção, estelionato, etc.) aparecem na mídia querendo se defender, precisa-se observar e analisar com atenção não só o próprio autor do discurso, mas também todo o contexto que está por trás, sejam intenções dele, sejam intenções da própria mídia que o veicula.

Danilo Moreira


Hoje postei em dois blogs, o meu e o da minha sala de jornalismo, com um uma discussão interessante sobre vagões nos metrôs exclusivos para mulheres. Para saber mais, clique aqui.

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FONTE:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/743868-beijaria-os-pes-dela-deixaria-ela-me-bater-diz-guilherme-de-padua-sobre-gloria-perez.shtml

FOTO:
http://files.gospelnaldo.webnode.com.br/200000801-083c60936c/Ratinho-Guilherme.jpg

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Novo layout... então tá...

Olá leitor!!!


Como já deve ter percebido, o Ponto Três está de cara nova. Isso graças a um problema que ocorreu no layout antigo e que me obrigou a substituí-lo.


Este layout é interessante. Possui cores que lembram muito um café. A fachada do prédio dá um ar mais urbano, e é muito parecido com vários prédios residenciais encontrados nos arredores do centro de São Paulo.


Engraçado que, antes do layout anterior, era este o mais cogitado para entrar no lugar do primeiro layout, todo marrom. Apesar de achar a coluna do texto muito pequena, dá pro gasto. Quem sabe mais para frente eu mudo novamente...


E a partir de agora, por enquanto, esta é a nova cara do Ponto Três. Em breve, novo post!


Até mais!


Danilo Moreira


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domingo, 2 de maio de 2010

Jornalismo por futuros jornalistas


Olá leitor do Ponto Três!

Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela ausência, mas é que realmente anda difícil postar com certa regularidade. Ainda sim, vim hoje lhe dar uma satisfação, e convida-lo a visitar o blog da minha sala de jornalismo, que a pedidos, eu tive hoje o prazer de contribuir com um post sobre a programação da Virada Cultural 2010.

O blog surgiu de um projeto do pessoal da sala (que eu ainda não fazia parte por nessa época estar cursando Relações Públicas), tendo sido inaugurado no dia 05 de março de 2009. Várias pessoas contribuem com o espaço, trazendo materias e opiniões sobre variados assuntos.

Agora, chegou a minha vez de contribuir com o blog, algo que farei eventualmente devido à intensa rotina universitária revezada com trabalho, poucas horas de sono, e a dedicação a leituras, trabalhos e afins.

Pois bem, confira, e seja bem vindo!


Um abraço, e tenha uma ótima semana! Fui!!

Danilo Moreira

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FOTO: http://overdriver.wordpress.com/2009/04/23/mantendo-me-ocupada-projeto-tcc/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pesos


Sinto o peso do dia nublado.

Corroendo-me junto com os pensamentos equivocados.

Cada pecado de madeira arremessada ao meu ombro geram dores que me fazem gritar ao avesso.

E aos raios do sol, quando batem na minha pele, parecem não provocar o mesmo efeito.

A ferrugem precoce de quem vive trocando de prateleiras as bagagens pesadas corrói suas estruturas e compromete a sua rapidez.

A lentidão que consome meus olhos é paradoxo do tempo que corre cada vez mais rápido por baixo dos meus pés.

Penso como deveria levitar com a mágica tão utópica quando as pregadas em livros de auto-ajuda.

Talvez porque só o tempo é que dirá o que eu deverei carregar.

E por onde carregar

Me carregar...


Danilo Moreira

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FOTO: http://cavernadezion.files.wordpress.com/2008/12/peso.jpg

domingo, 28 de março de 2010

Série Pontos e Pontos - Reticências

Olá leitor!

Como havia dito no post anterior, pode ocorrer de um mesmo tema acabar sendo escolhido e escrito por vários autores. O legal disso é que acaba produzindo textos e visões diferentes.

Este texto aqui é mais um exemplo disso...

E o tema é: Ponto de Equilíbrio


Reticências



Era o último dia de verão daquele ano. O sol amanheceu tímido, escondido na névoa que imitava nuvens lá no horizonte.

Às oito horas da manhã, ele já iluminava as copas dos pinheiros gigantes que cercavam uma pequena casa de madeira no meio do nada. Seu calor começava a secar o orvalho sobre a grama e seus raios já entravam pela janela.

Foram eles que acordaram Regina.

Regina acordou devagar, cheia de preguiça. Sentia a seda de sua camisola roçar em seu corpo e nos lençóis brancos de algodão, macios. Demorou para abrir os olhos e espreguiçou-se demoradamente.

Regina estava em uma cama de casal que ficava de frente para a janela do quarto, virada para o leste. O quarto era todo rústico e bem arrumado. Havia armários, um conjunto de escrivaninha e cadeira, poltronas confortáveis e até um chapeleiro junto com espelho. Lá, roupas estavam penduradas.

Aquilo seria o ponto de equilíbrio para ela entre seu bem estar e sua consciência. Mas faltava algo.

Regina sentou-se na beirada da cama, observando a janela. Começou a refletir e, logo, aquela sensação de “nada” tomou conta dela. Um vazio. Mais um.

Era domingo e na segunda já teria que retomar seu cotidiano. Trabalho, supermercado, estudos, academia. Ela sabia que não podia reclamar de nada, pois tinha um bom emprego, bons amigos e uma vida saudável. Mas ainda assim algo faltava.

Apesar dessa constância de sua vida, os caminhos dela eram reticências. Pontos aqui e ali que se perdiam a cada passo. Mesmo com sua vida construída, muitas vezes, Regina não sabia para onde ir. E os pontos continuavam a se perder com ela.

Talvez, fosse só aquela sensação ruim de domingo. Aquela preparação psicológica para a segunda-feira que estava por vir. Mas Regina realmente achava que algo faltava. Um buraco no meio de um quebra-cabeça. A peça para um ponto de equilíbrio em sua vida.

Regina estava tão absorta nesses pensamentos que nem percebeu a porta do quarto se abrindo.

- Rê? – chamou o homem que acabara de entrar no quarto.

- Bom dia, amor! – Regina virou-se para olhá-lo. Danilo trazia consigo uma bandeja de café da manhã.

- Bom dia! Quer o café na cama?

- Claro!

Ambos sentaram-se na cama. Danilo sorriu e colocou a bandeja entre eles. Nela, havia torradas, manteiga, geléia, ovos, frios e suco. Havia também uma pequena caixinha que chamou a atenção de Regina. Ela olhou para Danilo. Não havia reparado o quanto ele parecia apreensivo.

- Rê... Queria que você soubesse que eu gostei muito desse nosso fim de semana juntos aqui no sítio. Aliás, queria que você soubesse que eu gosto muito de qualquer momento que eu passo com você.

Danilo pegou a pequena caixa azul e a abriu.

Naquele momento, o vazio de Regina foi preenchido. E de repente, as reticências deixaram de ser algo que faltava.

O vazio deu lugar a planos. As reticências, que antes eram pontos perdidos no caminho de Regina, tornaram-se um algo a mais que estava por vir.

Depois daquele domingo, Regina descobriu o que seria o ponto de equilíbrio da sua vida. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.


Rodrigo Yoshizumi


“Um estudante de comunicação perdido no mundo! ‘Sonhador em tempo integral’”. Rodrigo Yoshizumi é meu conterrâneo paulistano e autor do blog Espaço em Branco. Quando leio esse blog tenho a impressão nítida de estar com ele, sentado em um banco qualquer, conversando algum assunto em particular, como se o conhecesse há anos. Possui mesmo um jeito cativante de escrever e tocar o leitor. Obrigado Rodrigo pela colaboração, pelo carinho, e pela atenção ao Ponto Três. Que seus “sidewalk” continue sendo tão aberto como a sua mente, e tão grande quanto o tamanho dos seus sonhos.


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FOTO: http://julianaduque.files.wordpress.com/2009/02/reticencias.jpg

domingo, 21 de março de 2010

Série Pontos e Pontos - Vícios e Virtudes, o equilíbrio

Olá leitor,

Em alguns posts pode ocorrer de aparecer temas repetidos, porém, como este blog é um ponto para todos os outros, veremos como um único ponto pode dar origem a textos diferentes.

E o tema é: Ponto de Equilíbrio

Instigado pelo meu amigo Danilo, aceitei a proposta de escrever uma reflexão sobre um ponto, o PONTO DE EQUILIBRIO. Fico feliz por falar aos leitores desse blog, principalmente nesta data comemorativa (1 ano de Ponto Três). Talvez as dúvidas e exposições apresentadas aqui causem controvérsias ou até nenhuma identificação, mas é a inquietação de uma mente que busca respostas, ou ao menos perguntas... Acredito que já vale o espaço. Segue o texto:

Vícios e Virtudes, o equilíbrio


Durante os séculos da existência humana, o homem buscou aprimorar-se, viver melhor e ser melhor. Porém, nas histórias que temos relato e nas comprovações do cotidiano, percebemos que nossos problemas nascem do exagero ou da falta, em outras palavras, do desequilíbrio. Desde os problemas físicos até as crises nos relacionamentos: faltou vitamina, cálcio, foi exagero em gordura... Ou faltou afeto, foi excesso de atenção... Enfim, tudo é permeado pela medida e nós como desbravadores de uma vida melhor buscamos equilibrar essas medidas. O médico nos diz para comer menos doce, tomar mais água, o psicólogo nos diz para importarmos mais com nós mesmos e menos com os outros...

Pensando nessa ”luta entre as medidas” é inevitável chegar no que melhor lhe traduz: OS VICIOS E VIRTUDES.

Aristóteles classificava a virtude como parte da ética (geralmente a encontramos quando se fala de ética ou moral). Para ele a virtude era uma vitória da razão sobre os impulsos, era à busca da justa medida entre dois excessos, que se manifestava como hábitos. Os Estoicistas, que buscavam a apatia como ideal (para eles as paixões ofuscam o logos), viam o vício como um mal que danifica o nosso ser. Daí por diante diversos filósofos refletirão sobre o tema.

Aparentemente nos é claro a questão que a virtude é boa e o vício é mal, porém nos “embates da vida” percebemos que tudo depende do PONTO DE VISTA. Cada um, seja pela formação que teve ou pelo temperamento inato, aborda determinada causa de um ponto especifico. Isso é o que normalmente dificulta o consenso do que é bom ou ruim, também não há como negar que às vezes o vicio é escolhido, mesmo tendo um consenso da sociedade de que aquilo é ruim. A metafísica vai nos dizer que mesmo quando escolhemos um fim “menos bom” encontramos nele alguma vantagem.

Diante da explanação feita é perceptível o quanto a questão do PONTO DE EQUILIBRIO é um tanto intimista, porém não é licito cair no relativismo, a vida em sociedade a qual somos submetidos exige verdades supremas, consensos, um esforço para pensar no bem de todos, pois não há duvida que os desequilíbrios individuais alcançam a vida de terceiros.

Também não podemos esquecer que diversos pontos de vista traz riqueza a multiplicidade de pensamentos humano. Talvez a criatividade seja o grande diferencial de nosso gênero e o equilíbrio é encontrado de formas diferentes por cada pessoa.

Gilson Alves


Amigo há quase 7 anos, Gilson Alves é o autor do blog Filosofaram, um blog cuja intenção e interagir com o leitor sobre a Filosofia, o ato de filosofar e com temas do cotidiano. Um blog que vale a pena conferir. A você amigo, o meu muito obrigado por colaborar com este espaço, e que seu desejo de aprendizado seja sempre constante e eficaz, e que com certeza lhe trarão legados sem preço.

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domingo, 14 de março de 2010

Série Pontos e Pontos - equilíbRio...

E o tema é: Ponto de Equilíbrio


equilíbRio...

Não sou de aceites nem mesmo de acordos. Nem sei mesmo onde este tal equilíbrio adormece. Vivo pelas etapas que a vida me propôs e eu, inteligentemente, não quis. Foi imposição, podem crer, dela sobre este, meu sobre o ‘não’ concordar.

Sim, eu lutei porque a vida não tem esse direito todo. Só porque me deu o sopro acha que pode reter minhas vontades e impor esse equilíbrio tosco. Não, eu juro, não tem mesmo! Nem que eu tenha pedido-a numa noite de embriaguez juvenil.

Eu que procure procurar. Eu que chore por chorar. Eu que regurgite estas ordens. Somente assim dou-a entender quem sou. O ser que originalmente equilibra-se nas suas próprias vitórias, injúrias e quedas. Eis o meu, e só meu, ponto.


Rodolfo Lima


Rodolfo Lima, ou Rod, baiano arretado, é um dos grandes parceiros que tenho desde que entrei na blogosfera, e a quem já tive o prazer de conhecer pessoalmente. Autor do blog Dogmas, seus textos possuem uma combinação fantástica de requinte linguistico e sentimentos. A você parceiro, muito obrigado pela contribuição, e sucesso no seu blog, e em todos os seus objetivos!



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domingo, 7 de março de 2010

Série Pontos e Pontos - Pareço, mas não sou!

Agora, mais uma novidade no blog.

A partir de hoje, estréia a Série Pontos e Pontos, uma série de textos especiais de amigos e parceiros da blogosfera, mostrando quantos pontos fazem parte da nossa vida e/ou da nossa personalidade e por isso, pode até influenciar nossos destinos, pensamentos, enfim a nossa vida como um todo. Todos os textos serão postados aos domingos.

O texto de hoje vem de um parceiro da blogosfera, Marcelo Antunes.

E o tema é: Ponto G

Pareço - Mas Não Sou!

Quando eu era criança, existia um comercial de um shampoo anti-caspacujo slogan dizia mais ou menos assim: “Parece, mas não é.”Tem gente que lê meus posts, lá no “Diz”, e pensa que eu sou o Marquês de Sade. O Nelson Rodrigues. Um Hugh Hefner, vá lá. Sinto informar, mas eu só pareço, igualzinho ao shampoo da propaganda. Pareço mas não sou.

Já me perguntaram se as histórias que escrevo têm algo deautobiográfico. Sinto informar, mas infelizmente não. Nunca pegueitraveco nem fiz filme pornô gay, muito menos transei a três – o que não seria má idéia, só para constar.

O fato é que, no fundo, no fundo, eu sou muito "normal" quando o assunto é SEXO. Normal até demais, eu diria. Não sei se é criação, temperamento ou se a minha geração é assim mesmo. Ok, ok, eu só tenho trinta anos! Falando assim, pareço mais quadrado que os meus pais!

Mas a realidade é que essa garotada que ta aí, hoje em dia, encara esse lance de sexualidade de uma maneira muito mais... qual seria o termo apropriado? Desencanada, talvez.

Explico: ultimamente, a bissexualidade virou modinha. Uns anos atrás, existia um locutor de rádio, aqui no Rio, que imitava um homossexual afetado que berrava aos quatro ventos que “O mundo é gay!”. Se o tal radialista ainda está na atividade, com certeza, hoje deve dar pinta gritando que o mundo é bi. E isso não é conversa minha, não. Experimenta fazer uma enquete: muita menina por aí já ficou com outra só pra curtir, pra ver como é que é. Eu já recebi várias explicações pro fato, desde que “a coisa não é assim, tão preto no branco” ou “onegócio é experimentar”.

Eu, por exemplo, recebi a revelação bombástica vinda de dois amigos. Um me revelou ser pansexual. Falou que o seu negócio é “pegar”mulher, homem, cachorro, cadeira e até bananeira. Agora, a melhor parte: meu amigo só é pan na teoria. Sim, teoria, porque na realidade ele nunca transou com os itens “fora do comum” dessa lista. Aliás, tenho sérias dúvidas se ele transou até mesmo com os itens “comuns”.

Aliás, esse papo de pansexualidade, pra mim, é conversa fiada! Quem conhece um pansexual, que atire a primeira pedra! É mais fácil ver enterro de anão ou encontrar uma cabeça de bacalhau do que esbarrar com alguém que seja declaradamente – e efetivamente – pan. Tirando o Serguei que brada aos quatro ventos que traçou a Janis Joplin e que hoje se contenta com uma bananeira lá em Saquarema – ou será goiabeira? –, essa história de pansexual é conversa mole pra boi dormir...

Ah, já ia esquecendo! A “revelação” do meu outro amigo. Pois bem. Tenho um grande amigo, amigo mesmo, que conheço desde o maternal. Trocando em miúdos: são mais de vinte anos de amizade. Sempre conversamos sobre tudo, sempre tivemos liberdade pra falar pro outro o que desse na telha. Acontece que, dia desses, passeando pelo Orkut dele, eu dou de cara com uma comunidade chamada “Eu Sou Bissexual – e daí?”. Gelei. Como assim, bissexual?! Fala sério: eu conheço o cara a vida inteira e agora, só agora – e através do Orkut – eu vim descobrir que ele era bissexual?!

Assim que nos encontramos, quis saber que papo era aquele. Ele, com o bom humor que lhe é peculiar, explicou que o mundo era bi, então porque resistir? Pronto, virou bi também. Acabei rindo da situação e, pra encerrar a discussão, passamos a falar de futebol.

É isso aí. Talvez eu seja muito quadradão mesmo, e, quem sabe, a Madonna que não dá certa quando diz que “Melhor é ser bissexual. Você tem 50% de chances a mais de ser dar bem na balada.”?

Hnm... Será que é por isso que eu continuo solteiro?!

Este é o Marcelo Antunes, que diz que “já passou dos trinta apesar da carinha de Bebê Jhonson”. É autor do blog "Diz Que Fui Por Aí", um blog bacana, variado, e com posts que sempre possuem uma pitada de humor, sarcasmo, e alguns detalhes... aham... picantes. Marcelo é um dos grandes parceiros do Ponto Três. A você rapaz, o meu muito obrigado pela colaboração com esse espaço, e sucesso no seu blog!

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